O grupo francês, novo dono da marca alemã, obrigará ao fim do Mokka X e a cancelar o lançamento de um SUV do segmento D.

A PSA está neste momento a delinear um plano de negócio para a Opel. Contudo, segundo apurou a Auto Motor und Sport, revista associada do Autohoje, a austeridade poderá implicar o fim de alguns modelos. Um dos modelos que nem sequer chegará a avançar é o SUV de segmento D. De fora dos planos do conglomerado liderado pelo português Carlos Tavares ficará também um sucessor do Mokka X (na imagem). O fim do crossover do segmento B prende-se com a tecnologia de origem GM que esse modelo utiliza, nomeadamente a plataforma, que seria necessário pagar. Isto significa que o sucessor do Corsa será feito com base numa infraestrutura PSA.

A PSA é muita clara quanto aos objetivos para a sua frota: uma média de 92,6 g/km de emissões de CO2 até 2021, incluindo os modelos da Opel. Como tal, o grupo desenvolveu plataformas que possam suportar Diesel, gasolina, híbridos e 100% elétricos. De acordo com Tavares, a Opel falhou neste capítulo e necessário acelerar o processo de transferência de tecnologia francesa para a nova marca do grupo.

Na calha estão também mudanças na força trabalhadora da Opel. Contudo, para já, estão garantidos os 19 mil postos de trabalho dos funcionários da marca alemã até ao final do próximo ano. Já o mesmo não se poderá dizer de alguns trabalhadores da fábrica da Vauxhall, em Ellesmere, no Reino Unido, onde é feito o Astra. Cerca de 25% dos 1600 funcionários da fábrica deverão perder o trabalho. Tudo será confirmado nas próximas semanas.

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