De que tipo é a nossa paixão?

A paixão, emotiva ou racional, continua a ser uma das poucas características atribuídas em exclusivo à raça humana. Mas estamos muito longe de vivermo-la todos da mesma forma. O novo Alfa Romeo 4C - cujas primeiras impressões dinâmicas asseguradas por um jornalista da casa publicamos nesta edição - alimenta egos e gera paixões há muitos meses, apontado como o hipotético regresso da Alfa Romeo à era épica dos desportivos apaixonantes e exclusivos mas a preço “terreno”. Apaixona os fãs da marca, os fãs da tecnologia, os fãs do design automóvel, os fãs da condução emotiva, os fãs da história automóvel, em suma, os fãs da emoção sobre rodas, ou seja, os fãs de um... Toyota Prius. Se o Alfa é paixão ainda antes da primeira vista, na evolução inversa o Toyota híbrido é uma atração que cresce quase até à obsessão, mas com a mesma intensidade... É o que mais destaco nas ideias que li no fórum dedicado aos híbridos da Toyota.

Pessoalmente, considero que o principal feito de um híbrido é o de transformar a relação de qualquer condutor com um automóvel que, assim que se senta ao volante, parece assolado de uma vontade irresistível de poupar gasolina: evita subidas, desacelera nas descidas, alivia o acelerador nas retas e antecipa as manobras com um calendário, analisando permanentemente os gráficos no tablier. Como num 4C em circuito, ao fã do híbrido só lhe falta repetir a volta para ver se, à segunda, consegue poupar mais um bocado! Porque entre a comunidade há recordes e marcas que diferenciam os bons dos ótimos. Claro que este comportamento baixaria o consumo em qualquer carro, mas num híbrido tem outro sabor e, evidentemente, outros resultados. Quando se fala de paixão automóvel, qual é a mais ardente: a do que tira segundos ou a do que tira litros?

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